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Você se sente ou já se sentiu assediado moralmente no banco?

Veja como foi o 1º Ciclo de Palestras sobre Meio Ambiente, organizado pelo Sindicato

A sustentabilidade do meio ambiente deve sempre ser a meta de qualquer indivíduo ou grupo que necessite de recursos naturais para sobreviver.  No entanto, o que se vê é que o mundo atual vive sob a égide de um modelo econômico que busca transformar tudo que vem da natureza – terra, água e até mesmo o ar – em mercadoria, cujo único propósito é o acúmulo do lucro.        Discutir esse tema, portanto, é primordial, e o coletivo do Meio Ambiente de Pelotas, do qual o Sindicato dos Bancários faz parte, realizou o 1º Ciclo de Palestras sobre Meio Ambiente, entre os dias 4 e 11 de agosto, na sede do Sindicato.
A primeira palestra foi com o professor de Sociologia da UFPel, Antônio Cruz, que discorreu sobre os  aspectos do Ecosocialismo, ecoeficência e Estado Estacionário dentro do atual cenário.  Ele citou vários autores que tratam do tema, como o economista francês Thomas Piketty, que ajuda na compreensão da dinâmica do capitalismo ao colocar sua contradição fundamental na relação entre o crescimento econômico e o rendimento do capital, o que, segundo ele, nos obriga a refletir profundamente sobre as questões mais prementes de nosso tempo”.
Saneamento
            A segunda atividade do Ciclo de Debates, realizada dia 9 de agosto, foi sobre “Privatização do Saneamento”, com os diretores do SIMSAPEL, Renato Abreu e Rosimere dos Santos. Renato fez um resgate histórico sobre o processo de privatização do Sanep, desde que o então governo Fetter iniciou em seu primeiro mandato a preparação para a entrega da autarquia para a iniciativa privada, até o arquivamento do processo no final do ano passado depois de uma luta gigantesca dos funcionários com apoio da população e dos movimentos sociais e sindical.
            Já Rosimere fez um relato de como aconteceram os processos de privatizações do saneamento no mundo, considerando que em muitos países, principalmente europeus, as privatizações foram revertidas. “Enquanto no Brasil, a privatização é tida como algo super moderno, na França e na Espanha por exemplo houve um movimento de remunicipalização do saneamento”.
Retrocessos da política ambiental
 
            Os inúmeros retrocessos da política ambienta local foram apresentados no terceiro dia do Ciclo, com palestra do advogado ambientalista Antônio Soler. Segundo ele, Pelotas era tida como exemplo em ações de defesa do meio ambiente. Ele lembrou projetos que existiam entre 2007 e 2008 e que não existem mais, como o Junho Ambiental, Conferência de Educação Ambiental,  Agenda 21 e o próprio Ecocamping Municipal, agora desativado.
            Soler afirmou que a crise ecológica é fruto do modelo econômico capitalista, e que uma forma de verificar essa crise é a “Pegada Ecológica”, que mede a quantidade de recursos naturais renováveis para manter nosso estilo de vida. “Ou seja, tudo o que usamos para viver vem da natureza e mais tarde voltará para ela. Essa é a nossa Pegada”, disse ele. Sob a ótica coletiva, o cálculo da Pegada de uma cidade, um estado ou um país tem por missão melhorar a gestão pública e mobilizar a população a rever seus hábitos. A Pegada Ecológica brasileira é de 2,9 hectares globais por pessoa, segundo o Relatório Planeta Vivo, da rede WWF. Isso significa que, se as pessoas do mundo inteiro consumissem como nós, seria necessário 1,6 planeta.
 
Água Elemento Essencial da Vida Oficina de Criação Literária
 
A última atividade do 1 Ciclo de Debates sobre o Meio Ambiente, realizada dia 11, contou com o lançamento do livro "Água elemento essencial da vida", organizado por Alcy Cheuiche, que reúne uma coletânea de contos que resultaram de uma oficina de criação literária desenvolvida por Cheuiche a pedido da APCEF/RS. Os autores dos contos estavam presentes no encontro e cada um leu em voz alta seu texto aos presentes. Todos os contos versam sobre o tema “Água”.

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