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De olho na compra do Banrisul

Dobradinha PMDB/PSDB revive anos 90 e entrega serviços públicos para a iniciativa privada

Após a divulgação de que as ações do Banrisul subiram mais de 10% com especulações sobre privatização, a RBS passou a dedicar boa parte da sua programação jornalística para tratar do assunto. Em reportagem veiculada na Rádio Gaúcha, a jornalista Marta Sfredo fez questão de salientar que “o banco é bem visto pelo mercado”. Usado para socorrer o Rio Grande do sul, devido à sua lucratividade, o Banrisul já havia sido alvo de uma possível venda à iniciativa privada nos anos 1990. Na época, o estado era comandado por Antônio Brito (PMDB) e o governo federal por Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Hoje, retomando a política de diminuição do Estado, por meio de um golpe parlamentar, os mesmos partidos que atuaram fortemente para a consolidação do neoliberalismo no país voltam a arquitetar um projeto que, de certa forma, acabou sendo interrompido pelas gestões petistas.

Depois da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) entrarem na negociação da dívida com a União, a tendência é que o Banrisul e a Corsan também não escapem. O maior entrave para fechar o negócio é a exigência de realização de uma consulta popular sobre a venda ou federalização do banco. Além disso, é preciso que três quintos dos deputados aprovem a medida em Assembleia, pois, neste caso, seria necessário uma mudança na Constituição.

O  presidente do Santander, Sergio Rial, já demonstrou interesse na compra do Banrisul. Trata-se da única instituição financeira que ainda pode disputar a compra no mercado com chances de obter sucesso. Em 2016, o lucro do Santander, no Brasil, foi de R$ 7,3 bilhões.

Imprensa Seeb Pelotas

Crédito da Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

Tags: banrisul,lucro,santander

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