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Assembleia Nacional amplia mobilização contra possível privatização do Banrisul

Banrisulenses reuniram-se, na Fetrafi-RS, em Porto Alegre

Dando sequência a uma série de mobilizações, que teve início com a realização das plenárias regionais na capital e no interior do estado, no sábado, dia 18 de março, ocorreu a Assembleia Nacional do Banrisul. Na avaliação do diretor do Sindicato, Rafael da Silva, que esteve presente no encontro, a participação ficou aquém da expectativa. “Pelo momento político seria importante que houvesse mais mobilização. Com o andamento da renegociação da dívida que o estado possui com a União, os trabalhadores sofrem com a constante ameaça aos seus postos de trabalho”, enfatizou. Durante a Assembleia ficou definido o cronograma de mobilizações e foi aprovada uma carta em defesa do Banco Público (confira abaixo).

CARTA DOS (AS) BANRISULENSES À SOCIEDADE GAÚCHA

As trabalhadoras e os trabalhadores do Banrisul, reunidos em Assembleia Nacional nesta capital, neste dia 18 de março, vêm a público convocar a sociedade riograndense para que se engaje na nossa luta em defesa do grande banco gaúcho.

O Banrisul foi fundado em 1928 pelo então presidente do Estado Getúlio Vargas com o propósito de fomentar o desenvolvimento da economia do Estado. A instituição cumpriu esse papel rigorosamente ao longo de sua existência, firmando importantes parcerias com prefeituras e servindo todos os setores da economia.

O Banco exerce a tarefa fundamental de ser o agente financeiro do funcionalismo público estadual e de um grande contingente de funcionários públicos municipais.

O Banrisul está presente em 98,5% do território do Rio Grande do Sul, com 536 agências e 698 postos de atendimento espalhados em 347 municípios, sendo que em 96 cidades é o único banco disponível. A instituição fomenta o desenvolvimento da agricultura, sobretudo da familiar, de pequenas e médias empresas e constitui uma excelente ferramenta para os programas do governo estadual, a exemplo do microcrédito praticado na gestão anterior à Sartori. Além disso, trata-se de um banco sólido e lucrativo, com patrimônio líquido de R$ 6,7 bilhões e que registrou lucro de R$ 643,5 milhões em 2016.

Mesmo com toda essa gama de serviços prestados ao povo gaúcho, seguidamente o Banrisul se vê ameaçado de privatização, às vezes mascarada de federalização. Isso já ocorreu nos governos de Antonio Brito e Yeda Crusius.

Agora a ameaça de venda vem com muita força, posto que o projeto de governo do Satori é o mesmo de Antonio Brito. Ou seja, tem foco no Estado mínimo e com venda total das estatais e a liquidação de todas as demais instituições que prestam serviços à comunidade, vide o que fez com as fundações.
Por todo o acima exposto, pedimos que os gaúchos e gaúchas abracem essa causa, não permitindo que o governador Sartori cometa mais esse equívoco de acabar com este importante e fundamental instrumento da nossa economia.

Durante suas manifestações, os dirigentes sindicais salientaram que a privatização integra a plataforma de ações do mesmo projeto político em execução no âmbito nacional, baseado na concepção de estado mínimo e na retirada constante de direitos de quem realmente produz a riqueza do País, que são os trabalhadores. As reformas da previdência e trabalhista geraram polêmica nos últimos meses, não representam somente retrocessos, mas o fim de conquistas garantidas a partir de lutas históricas da classe trabalhadora. Neste momento de crise política vivenciado no País, somente a mobilização pode enfrentar os ataques em andamento e aqueles que ainda estão na agenda neoliberal.

Imprensa Seeb Pelotas

Foto: Guilherme Santos

Tags: banrisul

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