Bancárias ganham 19% menos que bancários e estão mais expostas ao desemprego no setor
Dados foram informados pelo Dieese durante reunião virtual da Comissão de Gênero do Banrisul, nesta terça-feira (18/03).
Apesar de toda a luta feminina por igualdade, as mulheres seguem ganhando menos que os homens ao exercerem as mesmas funções. Segundo dados do Dieese, elas recebem o equivalente a 79,3% do salário do homem. E quando se trata de cargos de direção e gerência, eles ainda estão na frente, com salários que superam os das mulheres que ocupam os mesmos postos em cerca de R$ 40 mil por ano.
No ramo financeiro, essa realidade se repete. Levantamento de 2023 aponta um percentual menor de mulheres trabalhando no setor em todos os estados, exceto no Rio de Janeiro, com 52,8% da força de trabalho feminina. No Rio Grande do Sul, o percentual de mulheres atuando em bancos, cooperativas e financeiras ficou em 46%.
No Banrisul, de acordo com dados divulgados pelo Banco durante a reunião, as mulheres representam 41,97% do pessoal e recebem 90,03% do salário dos colegas do sexo masculino, exercendo a mesma função. Em Porto Alegre, somente 28% dos cargos de gerente Geral dentro do Banrisul estão nas mãos femininas, enquanto elas ocupam 45% dos cargos de gerente Adjunto. Ou seja, seguem atuando como coadjuvantes, mesmo estando preparadas para serem protagonistas.
A recente Lei de Igualdade Salarial, sancionada em 2023 pelo presidente Lula, deu um start legal para mudar esse cenário, mas talvez ainda demore algum tempo para termos resultados na prática.
Acesse AQUI o material do Dieese.
Canal de Denúncias
O encontro da Comissão de Gênero do Banrisul debateu ainda a questão do Canal de Denúncias. Representantes do Banco informaram que, além do email para o qual podem ser enviadas as queixas, existe um canal na intranet.
A empresa Alternativa Digital, responsável por todo o processo de criação e implantação do Canal de Denúncias da Fetrafi-RS, detalhou o funcionamento da ferramenta, que vem mapeando os problemas no estado para que os sindicatos possam atuar de forma mais assertiva.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Fetrafi-RS