Banrisul se esquiva e não apresenta evolução nas negociação sobre cláusulas sociais
Dia Nacional de Mobilização leva defesa do Saúde Caixa e da Caixa pública às unidades de todo o país
Nesta segunda-feira (27), o Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região participou do Dia Nacional de Mobilização promovido por sindicatos de todo o país em defesa do Saúde Caixa, dos empregados e empregadas e do fortalecimento da Caixa Econômica Federal como banco público. Em Pelotas, a atividade ocorreu em frente à Agência Pelotas, no centro da cidade, reunindo bancários e bancárias da ativa e aposentados, que se somaram ao ato em defesa dos direitos da categoria.
Antes do início do expediente, dirigentes sindicais dialogaram com os trabalhadores e a diretora do Sindicato, Jéssica Santos, fez a leitura do manifesto em defesa de quem faz a Caixa, do Saúde Caixa e do banco público, Além disso, ao longo da atividade, foi distribuído um boletim especial sobre a campanha que reivindica o aumento da participação da Caixa no custeio do plano de saúde.





Durante a atividade, Lucas Cunha, diretor de Comunicação e Cultura do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região e representante do Rio Grande do Sul na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, destacou que, embora o Saúde Caixa seja o principal tema da campanha, a negociação abrange diversas outras pautas fundamentais para os trabalhadores. “A negociação é muito mais do que o Saúde Caixa, mas o plano provavelmente será o tema principal da nossa campanha, porque envolve custo financeiro para os empregados, mas envolve, principalmente, a saúde dos empregados da Caixa. O manifesto fala sobre a necessidade da derrubada do teto, mas também aborda diversas outras pautas importantes para os empregados, e todas elas estão na mesa de negociação”, explica.
O diretor ressalta que a campanha deste ano envolve toda a categoria bancária e alertou para os desafios enfrentados nas negociações. “A campanha está sendo bastante dura, não só por conta da Caixa, mas também da Fenaban e do sistema financeiro, que vêm impondo aos bancários condições de trabalho cada vez mais difíceis, com ameaças de demissões, terceirização e precarização dos direitos”, alerta. “Não estamos em uma campanha apenas dos empregados da Caixa. Estamos em uma campanha nacional dos bancários e das bancárias”, reforça o dirigente.
O sindicalista ainda chama atenção para a importância da manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados, considerada uma das principais conquistas da categoria. “A Fenaban vem ameaçando romper essa unidade, separando a negociação entre bancários de bancos públicos e privados. Isso enfraquece a nossa luta. Essa negociação conjunta foi uma conquista importante e permitiu que os empregados da Caixa avançassem em diversos direitos. Precisamos permanecer unidos, porque os bancos estão dizendo que a tecnologia vai substituir os trabalhadores, mas a realidade mostra outra coisa: vemos filas nas agências e clientes que precisam do atendimento presencial. A tecnologia não substitui o papel dos empregados da Caixa”, finaliza Lucas.
Luta coletiva
O Dia Nacional de Mobilização integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026, período em que o Comando Nacional dos Bancários negocia com a Fenaban a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e conduz, paralelamente, as negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos de cada banco. A próxima rodada de negociações específicas entre a representação dos empregados e a Caixa está marcada para a próxima sexta-feira (31), em São Paulo.
Redação e fotos: Vitor Valente/Seebpel



