BANCÁRIO PRECISA TER LADO: O QUE ESTÁ EM JOGO É A CONSTITUIÇÃO, OS DIREITOS DOS TRABALHADORES E O PATRIMÔNIO PÚBLICO

Nota Política da Diretoria do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região

Bancário, neste segundo turno, não podemos tratar a eleição como se todos os projetos fossem iguais.

Seja você empregado de banco público ou privado, antes de tudo você é trabalhador. E quem vive do trabalho precisa ter lado: o lado dos seus direitos, das suas conquistas e de um futuro com mais dignidade.

Nós sabemos o que acontece quando os direitos dos trabalhadores são atacados: reforma trabalhista, reforma da Previdência, enfraquecimento da negociação coletiva, fim da ultratividade e ampliação do negociado sobre o legislado.

Nos bancos privados, também precisamos estar atentos à terceirização e à pejotização, que podem alterar profundamente as relações de trabalho e a proteção trabalhista. Essas discussões dizem respeito diretamente ao emprego, à jornada, aos salários, à organização sindical e aos direitos de todos os bancários.

Para quem trabalha em banco público, existe ainda uma responsabilidade adicional: defender instituições que são patrimônio da sociedade e cumprem papel estratégico no desenvolvimento do país e do Estado. Caixa, Banco do Brasil e Banrisul precisam continuar públicos e fortalecidos.

Mas nossa vida não termina no banco.

Somos bancários, mas também somos pais, mães, filhos e cidadãos. Dependemos do SUS, da educação pública, da Previdência e dos demais serviços públicos. Por isso, pautas como o fim da escala 6×1, a valorização do trabalho e a defesa dos direitos sociais também dizem respeito a nós e às nossas famílias.

É por isso que o bancário precisa ter lado.

Não podemos defender nossos direitos na mesa de negociação e ignorar, nas urnas, os projetos que podem ampliar ou restringir esses mesmos direitos.

Defendemos nossos direitos no banco.
Defendemos nossos direitos na negociação coletiva.
E precisamos olhar para eles também quando votamos.

Mas não basta apenas votar.

É preciso participar. Conversar com colegas, familiares e amigos. Conhecer as propostas. Conferir o histórico dos candidatos. Debater e compartilhar informações confiáveis sobre aquilo que está em disputa.

A democracia não termina na urna.

Se uma pauta diz respeito ao nosso emprego, aos nossos direitos, à nossa família e ao futuro do país, ela merece ser discutida e defendida também fora do local de trabalho.

Bancário, participe. Informe-se. Converse. Compare. Vote conscientemente. E ajude outras pessoas a também fazerem uma escolha informada.

Porque as decisões tomadas nas urnas não ficam apenas na política: elas chegam ao nosso trabalho, ao nosso salário, à nossa jornada, à nossa aposentadoria e à vida das nossas famílias.

O que está em jogo é a Constituição.
São os direitos dos trabalhadores.
É o patrimônio público.
É o futuro das nossas famílias.

Diretoria do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região

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