Após aprovação do fim da 6×1, Flávio Bolsonaro acena a empresários com “correções” em 2027

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6×1. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) passou por 75 votos a 1 (o único voto contrário foi de Hamilton Mourão, do Republicanos-RS, ex vice-presidente de Jair Bolsonaro), reduz a jornada de 44 para 40 horas sem cortar salários e vai à promulgação.

O caminho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até esse voto foi repleto de contradições. Ele chegou a se posicionar contra o texto e defendeu o pagamento por hora, que autorizaria a redução de salários. Em 6 de outubro, chamou a PEC de oportunista e evitava dizer como votaria. Uma semana depois, anunciou voto favorável, alegando seguir a vontade da maioria. Segundo a CNN, a campanha concluiu que ele não poderia votar contra em plena eleição, dado o apelo popular da pauta.

Agora vem o novo aceno. De acordo com informações da CNN e do Estadão, Flávio sinalizou a empresários a possibilidade de revisar o fim da 6×1 se for eleito. Aliados entendem que “correções” poderão ser feitas em 2027, apoiadas na maior bancada do PL nas duas Casas. O próprio Flávio Bolsonaro reiterou ser a favor da proposta alternativa de remuneração por hora.

Na leitura do movimento sindical, são duas mensagens para dois públicos. Ao trabalhador, que segundo a Quaest apoia o fim da 6×1 em 68% dos casos, o candidato diz que votou a favor. Ao empresário, diz que o texto pode ser revisto. Como a PEC garante duas folgas sem redução salarial, qualquer “correção” mexeria em jornada, folga ou salário. A cobrança é que Flávio diga publicamente que não pretende alterar o que foi aprovado.

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